Evite a Tendinite no ambiente de trabalho

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A tendinite é a inflamação, lesão e inchaço de um tendão, que é uma estrutura fibrosa que une o músculo ao osso. Em muitos casos, a tendinite (degeneração do tendão) também está presente.

A tendinite aparece quando há inflamação, lesões e inchaço no tendão, estrutura fibrosa que une os músculos aos ossos.  Lesões, excesso de uso ou o processo natural de envelhecimento, que compromete a elasticidade dos tendões, estão entre as causas do problema.

Quem trabalha no computador está no grupo de pessoas que podem ter tendinite por excesso de uso. O uso do mouse e mau posicionamento de cadeira x mesa  x teclado pode levar a sobrecarga de estruturas corporais, entre elas o cotovelo, punho, dedos e ombros.

Uma das alternativas que se tem é criar uma pausa ou micro pausa para descanso, relaxamento e recuperação do sistema músculo-esquelético, e evitar que essa sobrecarga se acentue. Outras medidas podem ser tomadas como:
  • Fazer alongamentos diariamente
  • Fazer exercícios de força para fortalecer a musculatura do antebraço
  • Comprar uma cadeira com antebraço e apoio total para as costas
  • Melhorar a postura
  • Alternar o mouse entre a mão direita e a mão esquerda

Hábitos podem ser mudados sem causar grandes alteraçoes na sua rotina. A preocupação com a melhora da postura e o que está em volta no seu ambiente de trabalho pode dificultar o aparecimento da Tendinite ou aliviar os seus sintomas.


 


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9 benefícios da ginástica laboral no ambiente de trabalho



O trabalho ininterrupto gera diversas consequências físicas e psicológicas ao empregado. A exigência constante por produtividade faz com que o funcionário se empenhe em ser um bom profissional, se esquecendo de cuidar da saúde física e mental.

Para manter um bom ambiente de trabalho e reduzir o número de afastamentos por problemas de saúde, as empresas têm proporcionado momentos de relaxamento e atividades físicas aos funcionários através da Ginástica Laboral.

Trata-se de uma série de exercícios praticados no local de trabalho, com o objetivo de proporcionar boas condições físicas e mentais à equipe. Normalmente, a ginástica laboral é baseada em técnicas de alongamento, respiração, reeducação postural, controle e percepção corporal e compensação dos músculos.

Embora seja uma técnica antiga, muitos ainda desconhecem os benefícios deste tipo de ginástica. Para isso, selecionamos as nove principais vantagens de se exercitar no trabalho:

1. Prevenção de Doenças Laborais

O excesso de trabalho, a postura inadequada e repetições constantes do mesmo movimento acarretam patologias como as Lesões de Esforço Repetitivo (LER) e os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (DORT).

A rotina de atividades físicas e alongamentos proporcionados pela ginástica laboral, previnem a ocorrência de doenças relacionadas à rotina de trabalho.

2. Redução do Sedentarismo

Por se tratar de uma série de atividades que envolvem todo o corpo, a ginástica laboral proporciona a redução do sedentarismo. Além dele, é possível diminuir o estresse, depressão e a ansiedade causados pela rotina de trabalho e a necessidade de produtividade.

3. Melhora o Condicionamento Físico

Apesar de serem exercícios simples, a série é voltada para o alongamento do corpo, respiração e compensação muscular, de acordo com a atividade desenvolvida na empresa.

A ginástica laboral melhora a flexibilidade, força, coordenação, ritmo, agilidade e resistência, promovendo uma maior mobilidade e restabelecimento da postura. Além disso, proporciona disposição e bem estar para a jornada de trabalho.

4. Reduz a Fadiga

A melhora do condicionamento físico traz como consequência a redução da fadiga e cansaço no final do expediente. As pausas ocorridas ao longo de um dia de trabalho também reduzem a fadiga visual gerada pelo uso constante de computadores e a fadiga mental.

5. Combate Tensões

O alongamento e o fortalecimento dos músculos proporcionam alívio para as tensões geradas no ambiente de trabalho. O comprometimento com o serviço prestado e a cobrança por resultados satisfatórios fazem com que o empregado se sinta mais responsável e sobrecarregado.

A ginástica laboral atua no alívio das dores musculares e proporciona um ambiente descontraído, desfazendo situações de estresse entre a equipe.

6. Melhora a Autoestima

Os exercícios proporcionam benefícios psicológicos como a melhoria da autoestima e autoimagem. A prática de atividades físicas, mesmo que somente no ambiente de trabalho, e a constatação dos seus resultados positivos interferem, diretamente, na manutenção da saúde e qualidade de vida.

7. Aumento da Produtividade

As pausas realizadas ao longo da jornada diária de trabalho proporcionam bem-estar e aumentam o foco do trabalhador. A partir destes benefícios, o funcionário se sente mais concentrado para desenvolver as atividades e comprometido com a produtividade.

8. Diminuição dos Afastamentos

O bom ambiente de trabalho e o aumento da atenção proporcionados através da ginástica laboral, reduzem o número de acidentes e afastamentos por problemas de saúde. A manutenção das pausas e dos exercícios físicos garante um menor custo ao empregador que não terá que arcar com os tributos financeiros gerados por acidentes ou afastamentos médicos.

9. Benefícios Fisiológicos

A ginástica laboral também é responsável por benefícios fisiológicos relacionados ao sistema cardíaco, respiratório e esquelético. Devido à baixa intensidade, a prática da ginástica não possui contraindicações e pode ser desenvolvida por qualquer pessoa.
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O uso de objetos na Ginástica Laboral


 

A rotina exaustiva de trabalho pode comprometer o rendimento do funcionário. Uma dorzinha aqui e outra ali, pode sinalizar que há algo de errado no seu corpo devido à jornada de trabalho.

Esse incomodo pode ser também causado pelo manuseio incorreto dos objetos utilizados na ginástica laboral e impede que os colaboradores desfrutem dos benefícios da prática como: o fortalecimento muscular, o alongamento global e a melhora do retorno sanguíneo.

O uso inadequado de bolinhas e demais objetos usados para reabilitação, sem orientação pode trazer prejuízos ao trabalhador. Porém, se não receberem nenhuma orientação para realizar os exercícios. Com isso, acabam fazendo movimentos repetitivos, que podem provocar mais desgaste nas fibras musculares", esclarece a especialista.

Importância da ginástica laboral

A ginástica laboral é uma medida preventiva e ajuda a controlar as chamadas doenças ocupacionais, além de diminuir acidentes de trabalho, aumentar a produtividade e melhorar o bem ­estar geral.

Existem três tipos de ginástica laboral:

A ­ginástica laboral preparatória, que é aplicada no início da jornada de trabalho, visa ao aquecimento, à preparação da musculatura e das articulações, que serão utilizadas no trabalho. Esse tipo de atividade previne acidentes, distensões musculares e doenças ocupacionais. Já a ginástica laboral compensatória é realizada no meio do expediente. Previne a fadiga causada pelos movimentos repetitivos, atividades com sobrecarga muscular e, se o ambiente for estressante, diminui as tensões musculares. Por último, a ginástica laboral relaxante é mais indicada para quem atende ao público, para extravasar as tensões acumuladas nas diversas regiões do corpo e deve ser feito no fim do expediente", aconselha.

A terapeuta recomenda que a atividade seja realizada, se possível, todos os dias com duração de 20 a 15 minutos. Se não tiver disponibilidade, pode ser feito duas vezes na semana ou até uma vez. Depende da necessidade de cada empresa.

Objetos da ginástica laboral

Além da bolinha, outros materiais são utilizado na prática da ginástica laboral.

Pode-se usar bolas, bambolês, elásticos, bexigas e outros que ajudam na realização de atividades mais dinâmicas, principalmente na ginástica laboral preparatória. Colchonetes, bolinhas de cravos e massageador manual são adotados na ginástica compensatória e relaxante. Todas as atividades devem ser sempre programadas com um alongamento associado.

Além dos equipamentos citados anteriormente, a terapeuta destaca os benefícios do apoio de pé. O apoio de pés auxilia na distribuição do peso do corpo junto com os membros inferiores, deixando de sobrecarregar a coluna vertebral, sendo assim auxilia no retorno sanguíneo e linfático, entre outros benefícios.
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A importância do Treinamento da CIPA

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Hoje, veremos sobre a obrigatoriedade e a importância do treinamento da CIPA. Confira!

A Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA tem como objetivo a prevenção dos acidentes e das doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.


Obrigatoriedade da CIPA

Conforme o item 5.2 da NR-05, estabelece que:


“5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e indireta, instituições beneficentes, associações recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.“

Assim como, o subitem 5.6.4 da NR-05 especifica que:


“5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.“

Dessa forma, verifica-se que todas as empresas devem constituir a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes – CIPA, pois mesmo as que não se enquadrarem no Quadro I da NR-05, deverão designar um responsável pelo cumprimento da norma regulamentadora nº 05 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes).

A norma regulamentadora nº 05 do Ministério do Trabalho e Emprego estabelece que as empresas deverão promover o treinamento aos integrantes da CIPA (titulares e suplentes) antes da posse ou no caso de primeiro mandato, realizar no prazo máximo de 30 dias, a partir da data de posse.

O subitem 5.32.2 da NR-05 dispõe que:

“5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão anualmente treinamento para o designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.”

Portanto, verifica-se que estando ou não enquadradas no quadro I da NR-05, as empresas deverão promover o treinamento da CIPA, seja aos integrantes da CIPA (titulares e suplentes) ou ao designado responsável pelo cumprimento da NR-05.
A importância do treinamento da CIPA

A realização do treinamento da CIPA estabelece e maximiza a conscientização de prevenção dos acidentes e das doenças de trabalho, de modo a assegurar um local de trabalho apropriado para as funções que serão exercidas.

Tal como, a CIPA é um dos principais meios de se estabelecer o diálogo e a conscientização entre os colaboradores e empregadores. Mantendo assim, a produtividade, o bem-estar, a segurança e a saúde dos trabalhadores, em geral.
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Mantenha a postura correta e livre-se de dor nas costas




Sabe aquela dor nas costas que você sente diariamente? Você pode minimizar esse incômodo ao adquirir uma boa postura. Por isso, seja sentado, deitado ou em pé, é importante manter a posição confortável e adequada para evitar alterações como lordose, cifose, escoliose, entre outras.

Adotar a postura correta vai te deixar mais elegante, além de garantir benefícios à saúde.  Entre os benefícios estão: a eficiência fisiológica, a força física, a diminuição da sobrecarga sobre músculos e articulações, sem contar que a postura alinhada deixa a respiração mais fácil e eficiente, porque permite o funcionamento correto do diafragma e do tórax, que não ficam comprimidos.

As dores na coluna podem ser resultado de um conjunto de maus hábitos adquiridos no decorrer da vida, como o sedentarismo, movimentos repetitivos, excesso de peso, atividades de impacto, vícios posturais ou qualquer outro hábito que não seja saudável para o corpo.

Evite a dor

Ter qualidade de vida é importante para combater qualquer alteração física e emocional. Adquirir uma boa postura melhora o rendimento nas atividades do cotidiano. O que deve ser observado é o tipo de exercício físico que será realizado, por isso, é importante optar por atividades que promovem o bem-estar e são realizadas com prazer.

Além disso, o conjunto de situações diárias desconfortáveis podem acarretar uma soma de fatores que podem ocasionar lesões ou desequilíbrios corporais. Você pode evitar o desconforto na coluna com a prática regular de exercícios físicos, alongamentos, variação da postura durante a jornada laboral e cadeira, mesa e apoio para os pés no ambiente de trabalho adequados.

Entenda as alterações causadas pela má postura:

Lordose: é o aumento anormal da curva lombar levando a uma acentuação da lordose lombar normal (hiperlordose). Músculos abdominais fracos e um abdômen protuberante podem provocar esse desvio.

Cifose: aumento anormal da concavidade posterior da coluna vertebral, causada pela má postura e por pouca atividade física.

Escoliose: é a curvatura lateral da coluna vertebral, que depende, em grande parte, da idade que se inicia. Durante o período da adolescência, a velocidade de crescimento é maior. As causas mais comuns são: uma perna maior que a outra, carregar bolsa do mesmo lado e a má formação das vértebras.

Com o passar do tempo, problemas como esses provocam o desgaste das articulações da coluna, podendo levar à degeneração dos discos intervertebrais (hérnia de disco) e ao bico de papagaio.

Exercícios indicados

Quem sofre com dores na coluna deve ficar alerta para o tipo de atividade física que pode exercer. A terapeuta ocupacional frisa que nem todo exercício pode ser feito aleatoriamente.

É necessário realizar uma avaliação médica e verificar o estado de saúde física. Porém, quem tem pré disposição a ter problemas de coluna, deve procurar realizar exercícios físicos que fortaleçam a musculatura e que não tenham impacto, como a hidroginástica, natação e o pilates.

A especialista enfatiza que, caso os sintomas de alterações na coluna se manifestem, a orientação é procurar um médico, de preferência um especialista (ortopedista) para o tratamento ideal. Ninguém deve se automedicar e nem realizar manobras que possam aliviar os sintomas.
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A prática da ginástica laboral e a ergonomia


A GL aparece na literatura como uma das medidas para o enfrentamento de distúrbios físicos e emocionais na saúde do trabalhador, tais como: LER/DORT, estresse, lombalgias etc. Tem como objetivo "a prevenção e reabilitação das doenças que o trabalho repetitivo e monótono pode acarretar aos trabalhadores" (MENDES & LEITE, 2004, p. 3).

Os autores divergem quanto à origem da GL. Alguns acreditam que sua procedência é japonesa, outros defendem que nasceu na Suécia (ZILLI, 2002). No Brasil, sua difusão ocorreu na segunda metade da década de 1980, com uma adesão ainda maior nos anos 1990, coincidindo com a "epidemia" das LER/DORT e com as práticas da qualidade total adotadas em inúmeras empresas, inclusive na estudada. A GL, naquela época, foi introduzida com finalidades diversas: prevenção de doenças ocupacionais, diminuição dos acidentes de trabalho, aumento da produtividade, melhora do bem-estar geral dos trabalhadores (ZILLI, 2002; MENDES & LEITE, 2004; SESI, 2002; MILITÃO, 2001). É uma atividade coletiva que deve levar em consideração as características individuais do trabalhador.

A GL pode ser de três tipos, conforme os momentos em que acontece e seus objetivos: (1) preparatória (no início do expediente): visa ao aquecimento, à preparação da musculatura e das articulações que serão utilizadas no trabalho, prevenindo acidentes, distensões musculares e doenças ocupacionais; (2) compensatória (no meio do expediente): previne a fadiga naqueles que realizam movimentos repetitivos, atividades com sobrecarga muscular ou, se o ambiente é estressante, tem o objetivo de diminuir as tensões musculares provocadas pelo trabalho; e (3) relaxante (no fim do expediente): é mais indicada para quem atende ao público, para extravasar as tensões acumuladas nas diversas regiões do corpo (MENDES & LEITE, 2004).
Durante a pesquisa bibliográfica, não se encontrou nenhum estudo epidemiológico comprovando os efeitos da GL na prevenção de doenças relacionadas ao trabalho nem fundamentação teórica sobre os seus alcances e limitações. Os teóricos que pesquisam e implementam a ginástica laboral são unânimes em afirmar que os distúrbios de saúde dos trabalhadores ocasionam-se na organização do trabalho (pressão, ritmo, tarefas fragmentadas, monotonia etc.) (ZILLI, 2002; MENDES & LEITE, 2004; SESI, 2002; MILITÃO, 2001), mas, quando elaboram os programas ou descrevem seus resultados, parecem não levar em consideração tais fatores e a aplicam independentemente de uma análise mais aprofundada do problema e do contexto em que ele se coloca.

De modo geral, o que se verificou, tanto na literatura quanto no caso analisado, foram exercícios justificados de acordo com a saúde geral, sem os relacionar com as exigências específicas do trabalho que as pessoas realizam. É verdade, enquanto princípio geral, que "a musculatura do abdômen precisa ser forte, pois tem a responsabilidade de estabilização do quadril para garantir uma boa postura" (MILITÃO, 2001, p. 15). No entanto, a situação de trabalho oferece condições para se adotar essa "boa postura"?
A dificuldade de implantação da GL, segundo alguns autores (CAÑETE, 1996, apud MILITÃO, 2001), é de responsabilidade dos profissionais que não a planejam como deveriam: "a GL pode fornecer todos esses benefícios, dependendo da competência, grau de conscientização e postura ética adotada pelos profissionais que a conduzem" (MILITÃO, 2001, p. 34). Ou também da influência negativa dos trabalhadores, quando são "descomprometidos" e não aceitam a "melhoria", não entendem a importância da GL (MENDES & LEITE, 2004). Quando os resultados esperados não se concretizam, surgem especulações a partir dessas pré-concepções e não se investigam as causas reais.

Como já foi dito, os distúrbios da saúde estão vinculados ao trabalho, portanto, os programas de prevenção precisam priorizar esse aspecto e atuar levando em consideração as especificidades da atividade de trabalho. Para a ergonomia, os problemas osteomusculares, a melhoria da produção, o conteúdo das tarefas e o ambiente de trabalho não podem ter seus efeitos resumidos a uma única forma de prevenção, pois essa abordagem reducionista da situação de trabalho, pontual e diretiva, não considera o comportamento, as reais posturas no trabalho, bem como os determinantes das situações em que as pessoas trabalham.

A análise ergonômica do trabalho (AET), metodologia francesa de intervenção e estudo das situações de trabalho, tem como centro a análise da atividade do homem e integra conhecimentos psicofisiológicos para recomendar melhorias e identificando elementos críticos sobre a saúde do trabalhador.

A AET ultrapassa as relações simplistas de causa e efeito. A principal diferença entre a abordagem ergonômica e a GL é que a primeira propõe medidas de prevenção a partir do que fazem os trabalhadores para proteger a sua própria saúde contra os riscos presentes nos locais de trabalho (ASSUNÇÃO, 2001) e a segunda apresenta uma gama de exercícios físicos que preparam o trabalhador:
para as atividades laborais diárias, ativando a circulação geral e o aparelho respiratório, além de preparar as estruturas musculoligamentares de forma que os funcionários fiquem menos propensos a problemas de saúde. (MILITÃO, 2001)
No primeiro caso, o foco é a relação entre o trabalhador e a situação de trabalho, espaço onde se desenvolve uma atividade orientada por objetivos específicos, cuja realização se serve do corpo como um meio.
O ponto forte dessa abordagem é a análise minuciosa do comportamento dos homens em situações de trabalho, que permite identificar e eliminar as causas mediatas de acidentes, de doenças e de sobrecarga de trabalho que geram situações penosas. (LIMA, 2000)
Na GL, o corpo aparece como um fim em si mesmo e objeto direto da intervenção do especialista. No entanto:
em situações de trabalho, a postura não é um fim em si mesmo, como faz supor a prática de "educação postural". Durante a realização de um trabalho, as exigências da tarefa e a atividade em curso tendem a prevalecer sobre a "consciência corporal". De certa forma, estar envolvido com um trabalho que exige atenção ou pressa requer que esqueçamos do corpo próprio, fixando a consciência no trabalho, seus instrumentos e objetos. O corpo e a postura se tornam meios de uma atividade finalizada, que entra em conflito e se sobrepõe à autoconsciência ou mesmo às percepções do corpo próprio. (LIMA, 2000)
Evidenciou-se, com a revisão bibliográfica e diante da prática da ergonomia, que a prevenção necessita de medidas complexas e que medidas isoladas e desarticuladas são inócuas para evitar doenças relacionadas ao trabalho.
Ao revelar as relações da postura e do uso do corpo com o contexto organizacional, torna-se necessário estabelecer um espaço de negociação entre trabalhadores, empresários e profissionais que estudam o trabalho para definir critérios de ação em todos os aspectos relevantes para explicar essas relações, viabilizando, assim, uma alternativa efetiva de prevenção, inclusive a GL, mas não exclusivamente:
A centralização no homem, que caracteriza a prática de programas de exercícios laborais, não atende aos princípios básicos da ergonomia, dentro do contexto mais amplo de adaptação do meio ao homem. (LONGEN, 2003)

Fonte 
Sua Saude

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Como fazer exercícios quando se trabalha sentado o dia todo

 

Vários estudos divulgados ao longo dos anos apontaram os danos causados pelo sedentarismo.

As pesquisas, em vários países, advertem que ficar muito tempo sentado pode chegar a ser tão prejudicial para a saúde como fumar.

E um estudo divulgado na revista especializada British Journal of Sports Medicine recomenda que a pessoa fique de pé pelo menos por duas horas por dia para evitar os efeitos negativos de passar a maior parte do dia sentado.

Um dos estudos mais recentes, publicado em 2015 por David Alter, no Instituto de Reabilitação de Toronto, no Canadá, concluiu que a maioria das pessoas passa mais da metade do dia de maneira sedentária, seja no trabalho ou em casa.

Segundo a pesquisa de Alter, a falta de mobilidade reduz a expectativa de vida em cerca de dois anos e aumenta a possibilidade de doenças cardíacas, diabetes e câncer.

Para reduzir o risco destas doenças, o ideal é incorporar certas rotinas que estimulem uma vida mais ativa, como levantar da cadeira a cada meia hora ou caminhar dentro do escritório, por exemplo.

Mas, se for impossível mesmo se separar da cadeira e do computador ou se não dá para escapar da mesa de reuniões, a BBC Mundo compilou seis conselhos para o trabalhador de escritório se manter ativo mesmo sentado.



Com esta série de exercícios é possível trabalhar praticamente toda a musculatura da parte inferior do corpo, "que é a que se atrofia com maior facilidade, por inatividade ou sedentarismo", como afirmou Juan Francisco Marco, professor do centro de ciência esportiva, treinamento e fitness Alto Rendimento, na Espanha.


1. Extensão da perna
 

Levantar e esticar as pernas, de forma alternada ou simultânea. É um trabalho específico para o quadríceps.

2. Curl isométrico


Também pode ser de forma alternada ou simultânea. Consiste em pressionar os calcanhares nos pés da cadeira, com as pernas flexionadas, como se a pessoa quisesse quebrar o pé da cadeira. É um exercício para os isquiotibiais.

3. Adução de pernas


É preciso colocar um livro, uma garrafa plástica ou qualquer outro objeto entre as penas, na face interna dos músculos. A pessoa faz pressão para dentro em um exercício específico para os adutores.

4. Abdução de pernas

BBC

Seja de forma simultânea ou alternando as pernas, este exercício trabalha especificamente os abdutores e glúteos. Com as mãos podemos exercer uma resistência empurrando os joelhos para fora.

5. Extensões para os pés (alternada ou simultânea)


Consiste em elevar os calcanhares até que os pés fiquem apoiados nos dedos. Trabalha o músculo tríceps sural.

6. Flexões dos pés com a perna estendida (alternada ou simultânea)



Com a perna estendida, a pessoa eleva o peito do pé, vira o pé para cima. Este exercício trabalha especialmente o tibial anterior.

O professor Marco afirma que, exceto no caso do exercício de curl isométrico, que deve ser feito em três séries de 20 segundos de duração cada, "os outros podem ser feitos em três séries com 20 repetições cada, para manter uma maior atividade neuromotora nos músculos envolvidos".


Marco também afirmou que a parte superior do corpo "costuma se movimentar constantemente, mesmo que passemos muito tempo sentados".


No entanto também há exercícios para esta parte do corpo como levantar os braços ou abrir e fechar as mãos. Este último, se for feito com uma bolinha de borracha, é ainda mais eficaz.

Apesar destes conselhos e exercícios, o preparador físico espanhol afirma que o mais recomendado ainda é se levantar da cadeira, parar por alguns minutos e caminhar um pouco obedecendo a certos intervalos.

BBC


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